Ano após ano, a “musica” é sempre a mesma: a fuga ao fisco em sede de IRC.
Mais de metade das empresas portuguesas não pagou IRC em 2002, segundo estatísticas oficiais.
Mais uma vez se comprova a dimensão do fenómeno da fraude fiscal, já que não é crível que, em média, metade das empresas portuguesas operem, por três anos a fio, sem lucros.
Mais uma vez, o pior ainda não passou; a fuga continua.
Como é habito, os “espertos” continuam a fugir ao fisco e os “palermas” continuam a pagar.
A máquina fiscal continua a chatear o “Zé” por causa de uns trocos e a dar rédea solta às falcatruas de muitos milhares.
Como é habito o governo promete eficiência no combate fiscal, mas não passa disso...unicamente promessas.
Só falta estes empresários “falidos” virem reivindicar um subsídio governamental.......para poder declarar lucros!
Talvez não se exija um maior rigor fiscal às empresas por, como eu ouvi dizer há alguns anos atrás a um funcionário das finanças, algumas empresas ameaçarem despedir umas dezenas de empregados se as finanças começassem a vasculhar as suas contas com bastante rigor.
É claro que as finanças não querem mandar ninguém para o desemprego – eram menos uns quantos contribuintes de IRS a encher os cofres do Estado!
Mas ainda alguém acredita em mudanças? :(
Afixado por: Luz em março 30, 2004 11:03 AMContinua-se a afirmar que é necessário informatizar convenientemente os serviço fiscais para que o resultado apareça. Como se porventura possa passar pela cabeça de alguém que um computador alguma vez substitua um fiscal de finanças. Bem pelo contrário já ficou provado que quanto mais querem melhorar os equipamentos informáticos menos operacionalidade conferem aos
serviços. Constituam-se brigadas fiscais, ponham-nas na rua a fiscalizar todas as actividades que existem com fins lucrativos verifiquem convenientemente as escritas das respectivas empresas e verão que os resultados aparecem. Enquanto insistirem em querer resolver este problema no interior dos gabinetes das repartições, este estado de coisas vai continuar a registar-se e a aumentar a fuga.